Meu diário de bordo

segunda-feira, 28 de março de 2016

oratório com ponto de proteção




                                                             Iluminados por luz de led

 Esse ponto riscado está no livro de Rubens Sarraceni e significa: Este símbolo representa o amor e a fé irradiados o tempo todo, pela Umbanda, aos seus adeptos e seguidores em todos os níveis vibratórios e planos de vida.

                                                        As imagens não acompanham.



quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Oratórios artesanais iluminados pra vender

Oratórios para vender: Em MDF iluminados com luz de led, com flores e pedrarias.
São peças exclusivas, usando técnicas variadas e cada uma é concebida conforme a inspiração do artista ( que no caso é meu marido, rs)
Podem entrar em contato por aqui mesmo ou pelo meu mail k_almstadter@yahoo.com.br














sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Êxodo



A  terra sangra de agonia
Ao ver arrancados os filhos amados
Que expulsos partem em fila fria
Cabisbaixos se vão os deserdados

O negro terror da partida
Aos que sucumbem em tortura
Nem enterro ou vela sentida
A vida aí respira secura

Que portas se abrirão?
A quem nada possui
Onde estará o novo chão?

Fusão de medo e ansiedade
Do tempo bom que não flui
E devora as entranhas com saudade

Nem vermelho nem azul




Nas minhas veias corre um sangue estabanado
Que se impacienta com a rotina
Nem vermelho nem azul; tem gosto salgado
Amortece e acalenta  qual morfina

Circula sem freios e sem direção
Esse sangue adoentado
Acelera e mata sem concessão
É quente esse sangue desordenado

Dá vida e agonia sem perdão
Essa vida entubada nas veias
Letal infortúnio da criação

O aluvião que em mim passeia
Exuma o corpo, mata a razão

sábado, 5 de dezembro de 2015

Teu olhar



Depositaste teus olhos tristes
no meu colo atrevido,
e bem antes do fim do dia
antes de provar minha libido;
tranquei meus limites.
Não deixaste fogo da paixão,
nem promessa de fantasia;
não me viste...

Longe do contorno das luzes
no abraço ligeiro da canção,
só me sabias um poço de sonhos,
desejos loucamente risonhos.
Com olhares na via cruces
apalpei tua imaginação
e não me viste...

Dentro do teu olhar
o meu se espelhou triste
balançou, marejou
oceano de mágoas represado,
meu olhar sem diques
explodiu...
e nem me viste...

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Não mesmo!



A necessidade me trouxe a superfície
O desgaste me leva ao fundo
As palavras me mordem ao acaso
Beliscam a língua que desgoverna
E antes prefiro criar caso
A pertencer a servidão moderna

A ser um cordeiro enfileirado
Prefiro uma forca no pescoço
A ter o grito amordaçado
Pago para ser o caso
Tenho opinião e me permito
Emití-la sem reservas
Não sigo gabarito

Nunca me inclua em badernas
O respeito é meu mito
E sei do alcance das minhas pernas.

Já era



Um dia te amei sem freios
Mais do que podia a razão
Teu nome tatuei nos seios
Acho que perdi a noção

Não foi amor, foi carência
Que encheu meu peito de ousadia
De me meter nessa experiência
De amor banhado de euforia

Mas eu amei com muito gosto
Sem travo e  sem pudor
E nenhuma ruga no rosto

Hoje que tudo é saudade
Nem paixão, nem mais amor
Respiro ares de oportunidade

Frágil

 

Era um sonho de anseios encharcado
Acordou um dia seco como a prece
Destas que se faz em pecado
E a conexão não se estabelece

Era um sonho patético
Desses que carece alforria
Que se debate como epilético
Privação de sentido e agonia

Afogou-se na secura racional
Das pseudos paixões dominantes
Que sem cura margeia o emocional

Nasceu de uma aventura delirante
Sem solo fértil perdeu a raiz principal
Morre como brotou, num instante

Eu sou, eu fui, eu serei




Trago por dentro tempestades severas
Ventos uivantes de muitas eras
Tenho a necessidade urgente das chuvas
O sabor refrescante das uvas

Gosto muito dos dias amenos
Dores e desafetos de menos
Atalhos no meio do caminho
Pensar e divagar sozinho

Não me lanhe o bom senso
Ele reflete o que eu penso
Embora eu brique de filosofar
Leve a sério  o meu pensar

Sou um amontoado de belezas
Confusas estações ilesas
Caprichos comuns da natureza

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

intimidade


No vão dos seios uma nota nua.
A lira refeita e aceita.
O júbilo do encontro, 
Que mora dentro do desencontro.

O tatear macio da lua,
Que passeia  na cama desfeita;
Sorriem dispostas as alianças,
Os laços refazendo os pedaços.

Agora sim, os astros se enchem
 de esperança,
E a música passeia em arrepios
Na alva tez;
Procura a brandura dos cios

Refletida na timidez
Dos olhos semi cerrados.
Silêncio pelo medo que nasceu,
No jardim dos poucos pecados.

Os lábios entreabertos cheirando 
a erva doce,
De pronúncia carregada, a fala
 descompassada.
Conta do zelos, e provoca a ansiedade.

O corpo febril resvala nos segredos, 
Sequioso se contorce em súplicas.
E vão-se as horas por entre os dedos;
Confusas na intimidade,
Por lembranças únicas.

O sorriso esboça a alegria artificial,
Que se encolhe calada,
Banhada de suor e lágrimas.
A fonte de energia vital,
Tomba cansada,
Abraçada as lástimas.