Meu diário de bordo

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Fórceps

Esvairam-se os mistérios
levados como pó, voaram
não deixaram sequer pegadas

Com eles, devaneios e ilusões
acalentadas secretamente
rasgadas a frio, sem emoções

Uma nesga de tristeza
me abate e joga ao solo
o refinado gosto da sutileza

2 comentários:

IVANCEZAR disse...

Muito capricho nas metáforas
A força bruta , por vezes ,
derrota a sutileza
Mas não se engane ...
é uma batalha , só uma
na guerra da existência ...

Nydia Bonetti disse...

Lí este poema ontem e fiquei impressionada, Angélica, nem consegui comentar. Vim reler e ele continua me passando um infinito desalento. Os bons - e raros - poemas são assim: impactantes. Muito bom.

beijos, bom final de semana.