Meu diário de bordo

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Acolhida

Calo-te com o calor da minha boca
Com o abraço solitário da minha ternura;
Nunca houve tanta verdade
Em tão pouco silêncio.
Um vale de sentimentos que transborda
Uma ponte que não encontra o outro lado
E um imenso borbulhar de sons
Dentro desse vazio de pessoas e gestos.

Eu desenfreada angústia, 
Sem diques, a correr nos corredores da vida
Engulo séculos de esperas, de retorcidos nãos.
Calo-me enquanto curvo-me aos açoites 
Mas  abro-me inteira de esperanças doces
Para acolher teu sorriso manchado. 
Eu ofereço meu ventre cansado
Para receber teus dias tristes
Que cabem em igual leito de solidão.

6 comentários:

Poemas do Jorge Jacinto disse...

Adorei! Muito bom! Abraços, Jorge.

Josette Garcia disse...

Sempre me encsntsndo com seus escritos. Pago pau, mas sou uma humilde fã de seus versos. bjs e tudo de bom mais um caminhão.

Clóvis Campêlo disse...

Muito bom, Kika.
A angústia que se resolve pelas próprias atitudes.

Bruna Novais disse...

Adorei essa parte
"Eu ofereço meu ventre cansado
Para receber teus dias tristes"

diz muito nas entrelinhas :)

parabéns :)

Projeto Créativité disse...

Oi!
Somos do Projeto Créativité e lhe convidamos para dar uma olhadinha, e se possível participar!

http://projetocreativite.blogspot.com

Agradecemos :D

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