Meu diário de bordo

terça-feira, 10 de julho de 2012

Amadurecer





Vou tecendo as horas sem pressa
Nesse espaço duro
que desbota inexoravelmente
Reconheço em vão alguma promessa
sem esperança de futuro
morta para sempre


Engulo sóis e luas distintas
nascendo e morrendo na minha cama
cobrindo de fino pó, dourados sonhos
que redesenham na pele
o desejo de amanhecer diariamente

Um comentário:

Paulo Tamburro. disse...

Então ANGÉLICA,

quer dádiva maior do que esta de renascer diriamente?

Sabe, Angelica tenho conhecido muita gente e para meu espanto, a maioria, não consegue evoluir amadurendo.

Pois é, a razão é que sempre respondem e da mesma forma , em qualquer situação.

E o pior,jamais conseguem perceber que a vida é uma sucessão de novas propostas e sempre que pensamos que sabemos todas as respostas, a vida muda as perguntas.

Um abração carioca.