Meu diário de bordo

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Deixarei contigo minh'alma




Quando a vida abandonar o meu corpo,
e num último sopro eu tombar; muitas vozes se levantarão, algumas em lamentos, outras em contentamento.
Na minha face sorridente; ficará intacta a minha expressão de insensatez.


Terei nos lábios,
um riso leve de quem se ausenta,
abandona a viuvez, 
para adentrar o átrio do bom viver.
meus olhos não estarão olhando os olhos dos que me rodeiam...
com as pálpebras levemente abaixadas, 
estarão como quem vaga em busca do infinito...
como quem sonha com o lume das estrelas...
ou simplesmente ouve uma bela sinfonia...
ainda serão os mesmos olhos sonhadores...
porém calados.


Quando a vida se extinguir dentro dessas minhas veias pulsantes...
terei adentrado inteira no mar com minhas águas doces, que passaram por esta vida sulcando a terra, deslizando sobre seixos; 
para morrer de encontro às estas águas salgadas de  lágrimas.


Deixarei rabiscado nas paredes todas por onde passar, versos e trovas em teu louvor...
nas nuvens que hão de chorar pela minha partida, deixarei seu nome gravado em flocos gigantes, para que o mundo veja quão belas foram as prosas que juntei nesse mosaico onde ele estará a  figurar.


Deixarei para ti, meus canteiros de sonhos cultivados com carinho...
deixarei lembranças soltas em muitas páginas do meu diário, abarrotado de ilusões...
inúmeras canções compostas em tantas noites de esperanças, de juras..
muitos mistérios gravados com letras douradas...
que só por ti serão decifrados.


Quando a vida, esquecer
 que eu existo, e me atirar no vale dos adormecidos...
irei semear meus sonhos em outros jardins...
passear por outras primaveras.


Deixo contigo a minh´alma; essência de mim...que não poderá seguir sem a cumplicidade da tua...

Um comentário:

Paulo Tamburro. disse...

Oi ANGÉLICA,

sou seu mais novo seguidor por aqui e obrigado por ter ido visitar os meus blogues.

Vou estar sempre por aqui.

Um abração carioca.