Meu diário de bordo

quarta-feira, 21 de abril de 2010

NUNCA












Não há portas a nos separar, nunca houve
Só um tênue esperar sem cobranças
Um silêncio cúmplice para quem ouve
O ranger de pés retornando das andanças

Não há relógios marcando tempo de espera
Só o badalar descompassado de corações apressados
Que insistentes, nas horas soltas emperra
No estio de braços solitários estilhaçados

Atravessa a passagem do imune momento
O pulsar da razão desatando o coração
Quedando-se assim num átimo de pensamento

Minha vida que sem espreita longamente sorri
Defronte a porta imaginária a ti confessa
Sempre aqui estive, do teu lado eu nunca saí

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3 comentários:

IVANCEZAR disse...

Um soneto de rara sensibilidade . O "nunca" quiçá nunca assumiu uma posição tão nobre ...

Anônimo disse...

Estruturalmente o soneto é uma desgraça. rss.
O conteúdo embora complexo entende-se.
Um erro de próclise mal aplicada sem ser necessária á métrica do verso, também vem concorrer para estragar a obra.
No meio disso tudo está, nas entrelinhas, o talento do poeta. Vale a pena tentar aperfeiçoar as coisas mais mal alinhavadas.
Zitófago

Angélica T. Almstadter disse...

Apesar de bater vc assopra, rs
Gosto de gente sincera e principalmente que tem opinião e não maria vai com as outras.
Oxalá todas as pessoas usassem da mesma franqueza com a mesma educação.
Ao menos vc reconhece minha verve, assim não preciso desistir, rs
Confesso que já fui muito pior viu, mas tenho aprendido muito felizmente, não tanto quanto devia pq senão estaria recebendo outro comentário de aplauso e não uma crítica tão ferrenha, voilà, gostei de saber que se deu ao trabalho de ler e apontar defeitos, e espero continuar merecendo a sua atenção.

abço
Angélica