Meu diário de bordo

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Poesia incidental

Esse silêncio suspeito
que invade minha porta,
vindo da sua rua,
tem cheiro de mentira,
ares de segredo...

Essa verdade de entrelinhas
dita entre dentes,
ao pé do ouvido de outrem;
parece zombar do caos
instalado durante o silêncio...

Continuo pincelando palavras
pendurando-as no varal;
hei de secar suas emoções...

e quando encontrar de novo
o som das palavras que calou;
teremos canteiros de poemas
enchendo de vida e sorrisos
as calçadas que estão
indo e vindo entre nós...

Um comentário:

Nydia Bonetti disse...

"Continuo pincelando palavras
pendurando-as no varal;
hei de secar suas emoções..."

Achei tão bonito isso, Angélica. O problema é que quando elas - as palavras e as emoções - estão secando... Chove outra vez. Ai, ai... E os canteiros florescem...

beijos.